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Evoluções acontecem sempre

Existem casos onde o paciente entra em um consultório com dor, e sai bem no mesmo dia. Não é algo raro, acontece com relativa frequência, porém não exemplifica todos os casos da fisioterapia. Normalmente as crises de dor estão associadas a contraturas musculares, espasmos, ou até vértebras deslocadas ou aderências antigas. Entretanto existem lesões crônicas que apresentam uma resposta diferente.

Evoluções na Vida

Passamos por diversas evoluções em nossa vida, de simples a complexas como: sair da casa dos pais, comprar um carro ou comprar a casa própria. São pequenos atos que mudam a maneira como vamos viver daquele momento em diante. Na doença também funciona assim, uma fratura, uma entorse ou até uma ruptura muscular importante são eventos pontuais precedidos por saúde e seguidos por uma condição de necessidade, auxílio e acompanhamento. Essa percepção então se torna extremamente importante no caso de um AVC por exemplo.

Evolução Inesperada

O Acidente Vascular Cerebral é uma verdadeira evolução na vida de um paciente, onde ele pode ter uma vida normal na quinta-feira, e ser dependente de cadeira de rodas na sexta. Um grande impacto que essa condição causa na pessoa é o fator emocional, afinal ninguém espera de um momento para o outro precisar de ajuda para ficar em pé, uma função tão básica ao ser humano e tida como elementar, transformando o pós AVC em uma batalha de anos para se recuperar.

Vence quem tem fé, foco e força de vontade

O que diferencia o resultado da reabilitação na maioria das vezes é o desejo e a força de vontade de melhora, que acaba indo além do discurso de todo paciente. Ele quer voltar a andar e isso torna-se uma constante na nova vida dele, onde tudo que ele vê de novidade vira uma ideia de exercício ou um novo desafio. No momento em que o paciente consegue sentar na beira da cama sozinho, ele já pede para ficar um pouco assim todos os dias. Quando ele percebe que consegue ficar em pé sozinho, pede ajuda para ficar escorado na parede, e estes pequenos detalhes são importantes porque na reabilitação neurológica os ganhos são demorados, e o objetivo final costuma estar longe.

Degrau em degrau, andar em andar?

Costuma-se dizer que o fisioterapeuta vê os ganhos do paciente de degrau em degrau, porém o paciente só percebe a melhora de andar em andar, o que significa isso? Todo ganho de força do paciente é percebido pelo profissional, enquanto normalmente o paciente só consegue reconhecer quando isso gera algo novo no dia a dia, como sentar, ficar em pé e até melhorar a caminhada. O trajeto é longo, o objetivo é grande, mas é necessário em qualquer tratamento fisioterapêutico que haja boa comunicação entre as duas partes, para garantir que estão indo juntos com o mesmo propósito, e que seja sempre dito quais são as expectativas do tratamento, quais são as obrigações do paciente. A fisioterapia não é um trabalho passivo pela parte do paciente, é exigido dele tanto quanto ou as vezes mais esforço do que o profissional, e essa é a variável mais importante em todas as recuperações neurológicas. Lembre-se, progresso lento é mais rápido que nenhum progresso.

Assinatura William Osterkamp Reabilitando Limites

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O corpo humano não se acostuma em ficar parado. Independentemente de sua limitação, nosso corpo é feito para se movimentar. Tornar isso possível é o trabalho da Osterkamp.

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