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O Arco-íris tem sete cores, e por que a dor não tem um evento único de formação?

O Arco-íris é composto por um feixe de luz branca que quando passa por um cristal se parte e separa-se em 7 cores distintas. A sua soma gera a cor branca, e se removêssemos qualquer uma das 7 cores do arco-íris ele não teria o mesmo impacto. Da mesma maneira, se olhássemos para qualquer uma das 7 cores sozinhas, não iríamos nos confundir que essa única cor fosse um arco-íris. Existe nessa história uma metáfora bem interessante sobre a dor que nosso corpo sente, como ela se manifesta e pode até nos fornecer dicas para seu tratamento.

Quando se pensa no sintoma da dor, a percepção é de uma coisa única, a sensação dolorosa. Porém o mecanismo de dor é bem mais complexo que seu sintoma momentâneo, e sua composição possui diversos fatores. Existe a percepção de associar a dor à um evento único, como um trauma que pode se tornar o responsável na mente do aflito. Um exemplo é culpar uma dor crônica de longa data em um evento onde cometeu algum abuso, exagerou ou até mesmo teve uma queda, isso seria olhar para a cor azul e chama-la de arco-íris.

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Quando temos uma lesão, uma queda, ou um trauma, temos então a dor da região. Existe em paralelo, todo um trabalho do nosso corpo em tentar proteger a região afetada, que parece um efeito contrário ao que pessoa faz. Primeiro o nosso corpo tentará garantir que continuemos com nossas atividades, e para isso irá garantir que uma lesão dolorosa não seja tão relevante, podendo nos causar uma modificação em nossos movimentos. Por exemplo, quando caminhamos com algum tipo de mancar, estamos modificando a maneira que colocamos nosso pé no chão para evitar qualquer dor que iríamos sentir se realizássemos o movimento da maneira correta. Junto com essa modificação do movimento existe a produção de tecidos de cicatrização no local da lesão, que tentam recuperar a região ao mesmo tempo que reduzem o movimento e tornam, estágios crônicos, em uma região de difícil mobilidade.

Tudo isso se torna relevante, para que desta maneira possamos pintar o arco-íris, pois aquela dor que a pessoa pode sentir além de ter uma explicação por uma queda por exemplo, também muitas vezes é associada as próprias respostas do corpo que acaba exagerando em nos proteger. No tratamento iremos além da busca em tratar apenas a causa do quadro, mas muitas vezes as consequências dessa dor também deverão receber atenção suficiente para que haja uma melhora da sensação dolorosa.

Dores crônicas costumam levar anos para se estabelecer, por isso, no tratamento devemos analisar as posturas do dia a dia, os hábitos de exercício e as rotinas. Isso tudo será algo relevante para que possamos ver então todas as cores que compõem esse arco-íris.

Assinatura William Osterkamp Reabilitando Limites

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O corpo humano não se acostuma em ficar parado. Independentemente de sua limitação, nosso corpo é feito para se movimentar. Tornar isso possível é o trabalho da Osterkamp.

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