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Repouso: porquê se tornou um vilão?

Antigamente a primeira indicação em qualquer condição dolorosa dada à um paciente era o repouso. O ato de somente ficar com as pernas para cima, ou na cama com dor, esperando a mesma passar sozinha, fosse uma dor inflamatória, contusão ou até uma fratura.

Embora o repouso ainda possua indicações muito relevantes para impedir maiores lesões em casos de fraturas ou rompimentos importantes de tecidos, hoje em dia já se sabe e se difunde cada vez mais a ideia de que o repouso pode fazer mais mal do que bem. Ele favorece a perda de força muscular, amplia a rigidez, pode aumentar a dor e ainda gerar desconfiança com o próprio corpo pós trauma, fazendo da lesão um marco entre o antes e o depois na vida da pessoa.

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Quando ocorre uma lesão em algum determinado tecido do corpo, é função do sistema realizar uma inflamação local e se necessário cicatrizar a região para garantir que as peças se mantenham no lugar adequado. Essa cicatriz muitas vezes é mais rígida e causa uma diminuição da mobilidade no local, já que a cicatriz é feita buscando ser um tecido mais resistente.

Se o corpo está realizando essa cicatrização, porque então o repouso seria contraindicado?

A cicatriz vai ser produzida na região lesionada garantindo o movimento e carga que a pessoa está utilizando durante o momento pós lesão. Se, nesse caso, estiver em repouso com movimentos mínimos, a cicatriz também terá movimentos mínimos, tornando a região muito mais rígida e “travada” do que necessária, tornando a recuperação um processo longo, pois o fisioterapeuta terá de soltar essa cicatriz para recuperar uma força próxima do normal.

Posso então continuar com minhas atividades normais após uma lesão?

Não. Se houve uma lesão, será necessária uma redução da carga de maneira obrigatória. O importante é garantir que o corpo continue se movendo e utilizando seus músculos de uma maneira saudável, embora é provável que deva haver uma redução na intensidade da atividade física, principalmente no caso da atividade que causou a lesão. Costuma ser uma boa regra tentar realizar a atividade em um momento e intensidade aonde não exista nenhum sintoma da lesão. Se eu sinto dor na corrida após um estiramento, o ideal é tentar correr num ritmo mais lento até que eu perceba que estou correndo sem dor. Sempre lembrando que, ainda vão ter lesões intensas o suficiente que seja necessário o repouso, principalmente se houver um grande hematoma ou uma sensibilidade muito grande ao movimento.

E porque é tão importante essa mudança?

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Além desse repouso mais reduzido, e um início precoce dos exercícios garantirem uma recuperação mais rápida, existe aqui a prevenção de um efeito de medo associado à lesão, pois é comum ouvir falar de pessoas que tinham hobbies, lazeres ou esportes pelo qual eram apaixonados e que por uma lesão, uma dor, ou um desconforto, abandonaram suas atividades e nunca mais retornaram. Estas pessoas quando confrontadas com uma ideia de retorno, acham simplesmente impossível realizá-lo. Esse é o impacto emocional que um repouso pode causar, o medo de usar o próprio corpo.

Quando o repouso se torna total, o movimento não consegue ser recuperado sem dor e a pessoa é confrontada com uma resistência física e emocional. Sem um acompanhamento adequado, muitas vezes ela desiste de algo que gosta simplesmente porque não foi acompanhada por um profissional que poderia ter lhe ajudado.

P.S.: Nem toda lesão é igual, e embora a visão de repouso tenha mudado muito nos últimos anos, ainda existem quadros que vão precisar de um repouso enquanto outros não. Saber a diferença é o trabalho do profissional capacitado para lhe ajudar em um retorno sem dor e prazeroso a sua atividade favorita.

Assinatura William Osterkamp Reabilitando Limites

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O corpo humano não se acostuma em ficar parado. Independentemente de sua limitação, nosso corpo é feito para se movimentar. Tornar isso possível é o trabalho da Osterkamp.

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